“Há quem acredite em milagres. Há quem acredite em destino. Há quem acredite no acaso. Há quem acredite em opostos. E há quem não acredite em quase porra nenhuma e que ache que o infeliz nunca deveria ter entrado em sua vida, seja lá por qual motivo for. Faço mais o tipo da última opção. Aquele cara não deveria ter entrado na minha vida. Não mesmo! Tantas mulheres por aí jogando cartas de tarô, fazendo macumbas, indo atrás de cartomantes para ter um amor banal e, logo eu, que sempre quis me manter solitária, sem depender de ninguém, fechada para amores e contos de fadas, me vi amando-o feito louca. Porque virou amor até mesmo antes de virar amizade. Porque chegou tão de repente que nem deu pra controlar. Porque foi muito bom enquanto durou e eu não poderia pedir pra parar. Porque foi devastador. Foi diferente. Foi mágico - mesmo que nem em magia eu acredite. E foi extremamente curto. Durou tão pouco que mal deu pra aproveitar. Foi finito, mesmo ele tendo jurado muitas noites que não seria. Foi um amor ridículo, desses puros e inocentes. Desses amores que não são recomendáveis, porque fazem mal pra alma. Fazem mal pra calma. Olhe como fiquei sem ele. Eu era tão feliz com a minha independência e minha auto-suficiência. Agora não passo de uma menina que tenta ser mulher só pra ver se fica mais forte. Não passo de uma menina que já não aguenta mais explicar o porquê de ser tão fria com todos. E eu tento, eu juro que tento explicar que doeu muito, que mexeu muito comigo, que marcou muito. Mas as pessoas acham que isso não é motivo pra eu ter virado esse quase monstro que sou agora. Eu vivi com ele tudo com muita intensidade. Foi muito amor. Muita espera. Muita saudade. Muita distância. Muito ciúmes. Muita felicidade imaginária. E agora eu sinto muita, muita, mas muita confusão sentimental. Não posso dizer que é uma dor, porque eu acho que qualquer dor seria capaz de doer menos que isso que sinto. Não posso dizer que estou decepcionada, porque eu acho que qualquer decepção vivida é menos desconfortante do que isso que tenho vivido. Não posso dizer que é ódio, porque eu acho que o quero bem. Talvez bem perto de mim, não sei. Eu já chorei muito por ele. Mas agora parece que nem as lágrimas me acalmam. As lágrimas salgadas conseguem até me irritar. Porque ao chorar, penso que estou sendo fraca. E eu quero parecer forte. Porque eu preciso ser forte. Porque eu preciso mostrar pra ele que sou forte. Eu preciso erguer minha cabeça e fingir que pra mim também foi diversão. Fingir que não houve - e principalmente que não há - nenhum rastro de amor da minha parte. Mas é difícil. Cara é difícil, ter que fingir que nada restou, ter que fingir que foi um acaso aquele nosso encontro no centro da cidade. Ter que fingir que fui naquele bar que você frequenta todos os sábados, só para curtir uma noite com os amigos. É difícil ter que aparecer na sua frente com um sorriso que ultimamente nunca foi meu. Caralho, é difícil demais! Porque ainda há um negócio, que eu nem sei se posso chamar de amor, aqui do meu lado. Do meu lado de dentro. Dentro de mim. Porque é tão patético e masoquista que me faz pensar em outros nomes que não sejam “amor”. Porque eu me sacrifiquei por tanto tempo para darmos certo, mesmo sabendo que não haveria retorno algum. Porque, talvez, “amor” seja muito menos do que isso que eu sinto por ele. Vai ver, nem tenha nome. Mas eu sinto. É uma mistura de saudade com rancor com arrependimento com tristeza com sei-lá-o-quê. É uma vontade absurda de agarrar o braço dele e gritar que ele conseguiu me fazer, quase ao mesmo tempo, a mulher mais feliz e a mais infeliz do mundo. É um dom particular que só ele tem. É aquele sorriso bobo que me tira o fôlego, seguido de uma resposta mal dada que me tira uma lágrima. É a vontade de ganhar um abraço, seguida de uma vontade de me manter afastada, ereta e sem ele. Então, talvez o que eu sinta por ele, jamais ninguém sentirá.”

2 hours ago125 notesreblog
originally a-bsent • via s-lighted
“Parece bobagem, mas se eu soubesse ao menos que você pensa em me ligar, de vez em quando, eu já seria um pouquinho mais feliz.”
— Gabito Nunes  (via eucanseideserbobo)


“Beber é algo emocional. Faz com que você saia da rotina do dia-a-dia, impede que tudo seja igual. Arranca você pra fora do seu corpo e de sua mente e joga contra a parede. Eu tenho a impressão de que beber é uma forma de suicídio onde você é permitido voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte. É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.”
Charles Bukowski (via forlandivar)

9 hours ago1,863 notesreblog
originally delirar • via forlandivar


“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.”
— Tati Bernardi.  (via lovesick-it)

“Gosto de quem presta atenção em mim. De quem procura novidade mesmo me conhecendo do avesso. De quem não desiste de me descobrir. De quem não se cansa da rotina. De quem se entrega. Sempre.”
Clarissa Corrêa (via forlandivar)

“Havia uma moça que passava sempre de frente da minha casa. Eu a via, do outro lado da rua. Ela tinha um defeito na perna que a fazia mancar. O seu rosto tinha uma suavidade, uma beleza que me encantava. E eu ficava com vontade de atravessar a rua e dizer-lhe: “Eu acho você muito bonita!” E voltar correndo para dentro de casa. Nunca tive coragem. Tive medo de que ela me considerasse um velho desrespeitoso, dando-lhe uma cantada. E eu fico a me perguntar: Por que é tão difícil dizer aos outros o quanto gostamos deles?”
Rubem Alves (via b-ecoming)

1 day ago416 notesreblog
originally c-a-n-a-r-i-o • via b-ecoming

nikola-nickart:

Evolution of Isabella Marie Cullen